segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Prezados leitores e leitoras!!!!

Eu estava meio ausente mas, isso não significa que parei de ter novas ideias para escrever, muito pelo contrário, sempre com a cabeça cheia!!! A próxima escrita já está povoando minha cabeça, preciso de um pouco de tempo para "vomitar" a obra completa mas, em breve vai sair...




Como vocês definem a normalidade?

O conceito de normalidade é bem complexo de ser entendido e usado no nosso dia a dia, cada um vê a vida e as coisas da ótica que lhe é interessante e, o que pode ser muito normal para mim, para ser uma aberração para outra, não é?
Eu sempre me considerei uma pessoa normal, na verdade, muito dentro de padrões formais, comedida, educada com as pessoas (até que elas me tirem do sério com coisas idiotas) e quase (não posso dizer que sou totalmente, seria hipocrisia de minha parte) isenta de preconceitos, tenho uma tolerância até satisfatória para muitos assuntos.
Conversas de bar sempre nos levam a reflexões, algumas até bem filosóficas, principalmente com gente que nunca vimos na vida! Como o desconhecido pode nos trazer algum conceito interessante e um ponto de vista que nunca paramos para avaliar antes...
Confesso que sempre saía com meus amigos e amigas e passava a noite toda só interagindo com eles, nunca permitia que algo desconhecido chegasse muito perto, raras vezes isso acontecia.
Depois de começar a sair com um amiga jornalista, que segundo ela mesmo, fala com todo mundo, até com o poste e as árvores, isso foi completamente mudado na minha vida, raras são as vezes que saímos e não conhecemos alguém, é quase impossível. Isso é uma coisa muita massa e que estou aprendendo a me acostumar e curtir, tá sendo “normal”.
Ontem, esse exemplo de reflexão aconteceu comigo de uma forma bem engraçada... Apesar de estar com dois amigos na mesa, fica difícil de não interagir, dependendo da conversa, vai ser normal rolar interação!
Conversava com minha amiga das formas como as pessoas se conhecem e aí falamos sobre o 145 e o tal do “mirc”, que eu, particularmente não lembro mas, enfim, a conversa gerou a interação com os rapazes da mesa do lado.
Nesse de falar sobre formas convencionais ou não-convencionais de se conhecer pessoas, entramos na conversa de gostar de beber ou fumar e eu joguei a frase: eu não gosto de beber, nem de fumar, sou uma pessoa bem normal e até meio careta!!!
Aí, o rapaz aí retrucou com uma indagação, no mínimo, intrigante. Ele disse: o normal é encontrar pessoas em bar bebendo e fumando, o “anormal” seria uma pessoa como eu, que estava ali bebendo meu suco e minha água mineral e sendo feliz sem nada do que a maioria das pessoas estava fazendo.
Isso me leva a pensar em o que é realmente ser normal, será que podemos definir isso com alguma propriedade?  O normal é não levantar  questionamentos complexos? Ou é só falar amenidades e fazer de conta que nada de ruim existe no mundo? Ou só falar das desgraças e de coisas negativas?
Ou é não respeitar o outro e sair por aí falando mal dele todo mundo, sem nem saber direito da vida dele? Ou é fazer tudo que a sociedade impôs como certo sem nem questionar? Ou tantas outras indagações que não teriam fim para a gente discutir!!!
E aí, fico pensando: será que eu sou normal? Isso, eu não sei, sempre acreditei que fui mas agora, confesso que nem sei se sou, e nem se quero ser muito normal! Na verdade, o que não tenho dúvida é: eu sou FELIZ, que é muito mais importante para mim e, para o mundo todo!!!
Meu convite é: vamos esquecer o conceito de normalidade? Vamos questionar a felicidade, a forma como a gente vê a vida, a relação que as pessoas estabelecem ao longo dela, a capacidade de demonstrar afeto e a naturalidade em se aceitar do jeito que se é, isso sim deveria ser muito normal, e, sinceramente ainda não é...

Flávia Guerra (05/11/15)

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