O cruzeiro ainda povoa as minhas ideias e algumas reflexões também... Segue novo texto, agora sob a ótica de meu trabalho!!! Para ilustrar o texto, consegui encontrar uma foto do restaurante eu comia todo santo dia!!! Bom comecinho de fim de semana para todos!!
Minha visão de
nutricionista no cruzeiro foi aterrorizante!!!
Como disse anteriormente, no navio tudo é
superlativo, é sempre muito de tudo. O navio é enorme, tem uma quantidade
enorme de pessoas trabalhando para uma quantidade enorme de passageiros.
Isso leva, na minha visão técnica de
nutricionista, a pensar sobre a logística sobre uma necessidade básica para
todas essas pessoas: a alimentação!!! Não conseguia parar de pensar como devia
ser difícil manter o controle de qualidade de tantas toneladas de comida...
Tinha vários restaurantes no navio mas, o
Inca, era o que o servia comida o dia inteiro, era o coração do navio, a
comilança rolava por horas a fio por lá. Era sempre cheio de gente mas, as
filas eram pequenas, para o fluxo de pessoas, era bem suportável.
As ilhas eram tantas, que tinha até um
mapa para guiar os desorientados, como nós, nos primeiros dias... Tinha de tudo para se servir, desde comidas
nada saudáveis até saladinhas bem light.
Tinha uma ilha com batata frita, cachorro
quente e hambúrguer que era a felicidade das crianças e adolescentes e uma só
com pizzas e alguns pães diferenciados para todas as idades.
Noutra ilha tinha só frutas inteiras,
frutas cortadas (incluindo maracujá cortado ao meio) e salada de frutas. Essa,
devidamente decorada com muitas frutas e verduras, como se fosse uma quitanda,
super bonitinha...
Algumas outras ilhas tinham iogurtes e
frios, noutra pães super sortidos (branco, integral, de forma, bola), croisant,
wafles, panqueca americana, donuts e uma só de ovos, onde tinha ovo frito,
cozido, omelete e outra variedade que nem lembro qual era mas, era bem sortido!!!
O pior é ver que as pessoas mais gordas
ou com sobrepeso era as que visitavam com mais frequência a ilha das
“porcarias” e poucas pessoas iam nas ilhas “saudáveis”. Eu visitei as duas mas,
era difícil resistir a tanta tentação, eu confesso sem medo!!!
O mais difícil de aceitar, era as pessoas
ignoraram o pedido de não encher as garrafas nos filtros, só usar copos limpos
e ver todo mundo meter sua garrafa contaminada na saída da água, eita povo sem
noção!!! E olhe que tinha um aviso falando da proibição pela ANVISA, falando do
perigo da contaminação. Ainda bem que não adoeci, nem fiz essa falta de
respeito!!!
Como as pessoas comem muito mais do que
precisam quando elas tem acesso ilimitado às comidas, isso era visível no
restaurante... Duvido que em casa, as pessoas comam tanto como comiam ali!! Infelizmente
o pecado da gula era visível aos olhos!!
Não sei como era lá por dentro mas, ainda
vi algumas pessoas de adornos (brincos, anéis, etc.), imagino que algumas regras
não sejam cumpridas por todo esse número gigantesco de serviço.
Um das colegas de jantar fez a visita dirigida
e disse que na visita à cozinha, o cozinheiro falou que se gasta 1 tonelada de
farinha por dia. Imagino quanto não se produz, e o pior, o quanto não se
desperdiça numa viagem dessa, enquanto as pessoas não fazem um exame de
consciência e só passam a colocar no prato o que realmente vão comer!!!
Flávia Guerra (06/02/15)

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